O mistério dos 20 e tantos anos: A descoberta (parte II)
É Época de pandemia mundial. Estou em quarentena desde março!
Quem diria que 2020 seria assim hein? A vida gritando pra todo mundo que não
controlamos nada! E todo esse narcisismo atual ficou tão patético e pueril,
diante da fragilidade do ser humano. Mas enfim, eu tive um tempo de sobra para
pensar e reavaliar. E bem, foi aí que comecei a minha jornada interna real. Foi
um tempo meio que para relembrar valores, conceitos, propósitos que eu havia me
esquecido, quando entrei no modo sobrevivência. Sabe, quando você ainda é bem
jovem e tem que decidir qual faculdade você quer entrar, o que vai fazer,
depois correr atrás de emprego, e ainda tem uma vida pessoal bem bagunçada pra
lidar? Bem, nessa fase é normalmente onde a gente se desconecta facilmente do
que é essencial.
Ser alguém, conquistar algo na vida, lidar com problemas
novos de adulto, vida pessoal, vida amorosa, pode ser uma carga muito pesada
para alguém tao jovem. E ninguém vai te dizer como lidar, você vai ter que
descobrir sozinho. Muitas vezes você ainda tem uma estrutura emocional
infantil, e você vai ser obrigada a crescer, amadurecer e encontrar uma saída
para os novos problemas. Há quem fuja dessa nova dura realidade (drogas, álcool
etc.), e se recuse a amadurecer. Enfim, escolhas. Fato é que, essas obrigações
sérias podem fazer você perder o senso de humor, a leveza, a diversão...E bem,
não há porque se culpar por isso. Isso pode acontecer com qualquer um.
Quando completamos nossos 20 e poucos anos, estamos ainda eufóricos, cheios de entusiasmo para experimentar o mundo, provar novos lugares, novos sabores, novos e primeiros amores. A primeira paixão real, o primeiro relacionamento adulto. O primeiro amor. Tem coisa mais excitante que isso? Estamos loucos para viver nossas primeiras vezes, viver grandes histórias, para desbravar o mundo. Tudo é fresco. Tudo é novidade. Tudo é mais do que excitante.
Para muitos, essa fase é quando você começa a provar uma liberdade maior de adulto. E com essa liberdade, vem uma enorme responsabilidade. Qual profissão seguir? Qual faculdade fazer? Estudar fora ou não? Com quem me relacionar? Vem a tão sonhada liberdade sexual, mas que também traz, uma GIGANTESCA responsabilidade. Nessa fase, são muitas as escolhas que precisamos fazer, que decidirão o rumo de nossas vidas (não para sempre, graças a Deus), mesmo mal sabendo quem nós somos. Não sabendo a diferença entre amor e paixão. Sem conhecer nenhum dos fascinantes mistérios da vida. Em geral contamos com nossa imaturidade e a sede de viver.
Algumas pessoas têm a sorte de contar com bons conselheiros
por perto (mães ou pais fortes), mas de qualquer forma, em geral, jovens são
impetuosos e vão cometer erros. Isso é fato! Parece meio injusto e até cruel esse jogo, mas
é a vida, e ela não tem paciência para quem está começando. Você tem que se
alinhar, crescer, trabalhar para se conhecer, e lidar da melhor forma possível
com o que aparecer na sua jornada. Ainda ter força para não se abater, e escrever a sua
própria história. Ufa! É mole? Queridos, isso é para os fortes!
A chegada dos 20 e tantos anos – Bem-vindos a nova realidade
Bem, depois de provar muitas coisas. Relações, boas, ruins e
péssimas. Ter tido bons empregos, maus empregos etc. Conhecido pessoas
especiais, marcantes, e outras que manter toda a distância do mundo, ainda não
é o suficiente. Você viajou, se aventurou, se deu bem, e se deu mal.
Provavelmente você já teve seu coração partido algumas vezes. As coisas já não
são tão excitantes como antes. O desespero por experimentar já deu uma
diminuída. O entusiasmo, a empolgação teve uma queda brusca. Você continua
talvez com velhas relações desgastadas, velhos hábitos, indo aos mesmos lugares
que já não te dizem nada. E definitivamente, não te fazem mais feliz. Ou te
prendem num ciclo vicioso de: prazer e alegria momentânea e em seguida, vazio. E no meio de tudo isso, têm as cobranças (externas que você internalizou) de ser produtivo constantemente (o que é impossível), e ter sucesso em TODAS as áreas da vida! E
agora? Para onde irei? O que farei? Como recarregar a minha bateria? Como reviver o meu
entusiasmo? Da onde tirar motivação? Porque mudei? Quem sou agora? Só uma dica, tua alma está precisando
de um tempo. Para de procurar a resposta aí fora, e vem pra dentro. Vem pro
fundo! Para dentro da tua alma!
Essa foi uma das chaves para esse mistério dos 20 e tantos
anos, ao menos para mim. O porque daquele desânimo todo, daquele baixo astral,
ou apatia. E como disse antes, nem sempre isso é depressão, ou talvez seja, mais um sinal que você precisa se ausentar um pouco do mundo, e olhar pra
dentro. A minha alma estava precisando de um tempo, para processar tanta
informação acumulada desde a minha infância. Eu estava precisando realinhar, por
ordem naquela bagunça interna. Não preciso entender o mundo e as suas loucuras.
Eu não preciso seguir esse rítimo frenético e adoecido. Não preciso viver a mercê das exigências e cobranças dessa sociedade pós moderna. Eu só preciso me
entender, e selecionar o que entra na minha vida. Eu só precisava começar a
viver a minha jornada interna.
A reflexão vai continuar, fique ligado aos próximos capítulos!
Com amor Nine.

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