O mistério dos 20 e tantos anos...
A vida está meio ensossa….and I am way Too Gangsta for that!
A geração millennial chegou a crise dos 20 e tantos anos. É o que parece. Pensando nos últimos 2 anos, parece que algo
perdeu um pouco do brilho. Ali naquela virada dos 25-26, ou 26-27 anos.
Particularmente depois de muitos acontecimentos negativos, é como se algo
tivesse desbotado. Seria eu sensível demais, ou será que isso está acontecendo
com outras pessoas? Numa pesquisa pela internet acabei encontrando um vídeo do
Fred Elboni falando exatamente sobre essa sensação estranha de perda de
euforia, do entusiasmo. Pensei é, está rolando com uma galera. Com essa geração dos 25 anos em diante.
Como eu chamo, a primeira leva dos millennials.
Para quem é bastante intenso, ou sempre foi,
isso causa um certo desespero, ao menos comigo. Você que antes sentia uma
euforia com qualquer ideia de passeio, ou aventura, até com uma chuva caindo
gerava algum tipo de prazer e bem-estar, agora parece não ver brilho em quase
nada. Você já se assegurou que não é depressão. É simplesmente uma queda na
intensidade das coisas, parece que tá tudo desbotando, sem graça mesmo, sem
sentido. A quem fuja disso nas drogas, mas você apenas está tentando recuperar
aquela pessoa que você costumava ser. Eu não pedi para mudar, porque está tudo
diferente? Como se eu precisasse de mais complicações.
Ao mesmo tempo que escrevo, penso que poderia
ir à praia hoje, me agilizar para fazer algo. Porém ficar em casa, confortável
e segura, escrevendo esse texto parece bem mais interessante e convidativo para
essa manhã. É mais ou menos assim: o trabalho e as ambições não parecem mais
tão sensacionais, e não te movem mais. Uma perda de paixão. De motivação. Uma
perda de gás. E você se questiona da onde eu vou tirar vontade agora? É
impossível não se questionar, o porquê de tudo isso.
Ouvi dizer em Niilismo,
fase de transição que todo adulto passa ou deveria passar. Algo como, você
começou a perceber mais a realidade da vida e isso é bastante frustrante, você
saiu da caverna do Platão, da idealização, da fase que você só imaginava como
as coisas deveriam ser lá fora, e esse desconhecimento te causava excitação, e
vontade de desbravar. Mas você já está no mundão, e agora?
Você já estudou, viajou, namorou, se
decepcionou, descobriu que suas crenças sobre amor eram baseadas em contos
românticos, e que a realidade está bem longe de ser um sonho ou conto de fadas.
Talvez você perdeu seu sonho, porque não conseguiu realiza-lo, ou simplesmente
você não quer mais ele. Ele não reflete mais o seu eu. E o que você quer agora?
Você muitas vezes nem sabe, e isso que mais causa essa sensação de estar
perdido. Perdido tentando encontrar um sentindo para sua vida, para tudo
isso.
Seria o excesso de tecnologia e informação,
tudo parece tão ao alcance, tão fácil, tão chato. São tantas expectativas!
Tantas cobranças! E consequentemente tantos julgamentos. Vivemos uma fase fútil
e narcísica. E você pode se sentir perdido sobre o que ser e fazer, ou como
deve parecer. Você pode se recusar a ser igual, a ser mais um, então você olha
amigos bem ajustados, ou tentando, e não se identifica mais com eles. Aqueles
encontros leves, sem planos, para rir e falar besteiras já não existem mais,
porque agora são tantos requisitos para estar junto.
De repente existe uma dificuldade em abrir mão
do que se quer em prol de dividir momentos. Escuto frequentemente a frase,
“estou aqui se quiser aparece”. E essa frieza aniquila qualquer resquício de
entusiasmo que possa restar. São poucos os que como eu, ainda fazem esforço
para estarem juntos. Todos têm a vida programada e organizada em metas agora.
Inclusive o lazer! Eles podem até parecer estranhos para você. Mas então? Nem
com os antigos amigos você se sente mais à vontade. Parece que não existe mais
fluidez e espontaneidade.
Muitos millenials
partilham das mesmas aflições. Assim como eu acho que o mundo lá fora está
diferente. Está estranho. As pessoas também. Porque o modo de viver mudou. Os
costumes, os padrões de beleza, de vida, e relacionamento mudaram.
Estamos tentando entender as novas exigências. E eu não proponho uma solução
final para esse texto, mesmo porque eu também estou no processo de compreensão.
Dessa nova era. Buscando uma razão. Uma desculpa. Um propósito. Um
motivo maior que me mova outra vez. Ir ao psiquiatra, orar, meditar, fazer
terapia, yoga, seja lá o que você acredita. São alternativas para garantir a saúde mental. Mas sem dúvida precisamos de um mergulho no espiritual ou na essência.
A vida parece ter virando uma
maratona de obrigações, sem um prêmio final. Talvez uma perda da capacidade de
ser leve? De ver o sentido da vida? Acredito que no fundo, nossa geração como
um todo está confusa, tentando encontrar um caminho, ficar bem (para muitos
isso significa se adaptar), se compreender. Porque afinal, a vida não vem com
manual de instrução. Apenas defini, que não quero me adaptar ao life style atual imposto, inconstante e
frenético. Simplesmente porque adaptação significa acomodação, e isso não
combina com quem quer viver a sua própria verdade, fiel ao seu modo de enxergar
a vida. O que você anda fazendo da sua vida? Me deixe saber. Vamos
trocar.
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ResponderExcluir"...penso que cumprir a vida seja simplesmente compreender a marcha e ir tocando em frente..."Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas, A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
( Fernando Pessoa ) te mando esse poema de Fernando quer bem pertinente ao seu artigo ( diga-se muito bom , siga em frente já já teremos uma escritora renomada ) abraço
Obrigada Teca! Poema Mara!! Vou seguir siim! Ter apoio é sempre maravilhoso!!!
ExcluirVocê descreve de forma muito profunda essa sua transição.
ResponderExcluirMinha adolescência foi muito mais leve do que a de vocês hoje.
A vida adulta hoje é, significativamente, diferente do passado.
O mundo digital vai ter um papel importante, onde faz a grande diferença e é um dos novos indicadores e que estará em constante evolução (para a fase adulta). Ao meu ver, o mundo digital, isolou e robotizou esses jovens. Eles querem sempre mostrar uma "pseuda" imagem bonita e feliz de tudo e sempre. As pessoas mais sensíveis que conseguem ler expressoes, conseguem captar o verdadeiro estado emocional daquelas pessoas que estão postando lindíssimas imagens nas redes sociais. Essas pseudas imagens, acaba levando outros jovens que veem, há um estado de incapacidade e tristeza profunda, se achando inferior e outras coisas mais.
O nosso Presente não está preparando bons jovens para o Futuro. Porque o futuro chama-se PERFEIÇÃO. Enquanto o futuro deveria chamar-se PAZ, FELICIDADE, LEVEZA DE VIDA. Quando falo de leveza de Vida, falo sobre "saber viver", é buscar uma vida com menos stress e mais momentos alegres, ser mais otimista... essas coisas vamos encontar na simplicidade da vida.
Acho que se tornar adulto é um processo, que começa mais cedo do imaginamos, tendo seu início na adolescência.